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23/08/16

México estuda dobrar imposto sobre açúcar em refrigerantes

Numa tentativa de reduzir a obesidade e aumentar a arrecadação, o México poderá dobrar seu pioneiro imposto sobre o açúcar usado em refrigerantes

O México sacudiu a indústria mundial de refrigerantes há três anos, ao impor uma taxa de 10% às bebidas açucaradas para combater uma epidemia de obesidade e diabetes. Mas hoje representantes do setor de saúde e um grupo de senadores mexicanos pressionam por dobrar o imposto, após as vendas de refrigerantes terem se recuperaram da queda inicial.

A possível decisão do México coincide com a formação, no Reino Unido, de um grupo empresarial para pressionar contra a versão britânica do imposto do açúcar, que pode entrar em vigor em 2018. O argumento é que ele ameaça milhares de empregos e pouco faria para reduzir o consumo de açúcar.

O imposto do açúcar mexicano elevou a receita em US$ 2,5 bilhões, mais que o esperado. A resistência das vendas da indústria de refrigerantes mostra que ela poderia suportar uma carga tributária maior, diz Jorge Terrazas, presidente da associação dos produtos mexicanos de refrigerantes, que representa as engarrafadoras da Coca-Cola e da Pepsi no país. "É indiscutível que esse imposto vem arrecadando muito dinheiro", diz Terrazas. "Mas também está claro que ele não está tendo nenhum impacto sobre o consumo."

Segundo a empresa de serviços de dados Canadean, o volume de venda dos refrigerantes no México cresceu 0,5% em 2015, depois de uma queda de 1,9% em 2014.

Países como Filipinas, Reino Unido, Austrália, Colômbia, Índia e Indonésia estão estudando a adoção de impostos parecidos. A Coca-Cola classifica esses impostos de um retrocesso porque eles atingem desproporcionalmente os consumidores mais pobres.

"O que não se quer, se você está defendendo os interesses dos mais pobres e dos mais marginalizados, é que eles consumam algo que vai acabar com suas vidas", diz Armando Rios Piter, senador mexicano que afirma que o imposto mais alto poderá financiar uma provisão maior de água potável. "Precisamos dar uma alternativa a eles."

Segundo a Federação Internacional de Diabetes, 15% dos mexicanos acima de 20 anos de idade têm diabetes tipo 2, e os mexicanos adultos são duas vezes mais propensos a ter diabetes do que a média mundial. Mais de 70% dos adultos e 30% das crianças no país estão acima do peso ou obesos.

O setor de refrigerantes argumenta que não deve ser identificada como causa isolada de obesidade. No entanto, muitos governos agora consideram as vantagens de simultaneamente elevar sua arrecadação e, possivelmente, reduzir o problema de saúde pública.

A Organização Mundial de Saúde recomendou, em janeiro, que os governos tributem as bebidas açucaradas de modo a reduzir a obesidade infantil, citando um estudo realizado por funcionários do setor de saúde mexicano e da Universidade da Carolina do Norte (EUA) que comprovou uma queda de 6% no consumo mexicano de bebidas gasosas no primeiro ano de vigência do imposto. "Nós realmente precisamos de uma redução maior [do consumo]", disse Barry Popkin, um dos autores.

Dados da Euromonitor mostram que o mexicano médio bebeu 132,9 litros de refrigerantes em 2015, abaixo dos 139,4 litros em 2013. No Chile, que também aumentou os impostos, o consumo manteve-se em 140,4 litros per capita no ano passado.

Embora as vendas de água engarrafada estejam crescendo no México, muitos mexicanos dizem que ainda consomem exclusivamente bebidas com gás para matar a sede. Edgar Leyva, que trabalha como supervisor numa fábrica, é um deles. Ele bebe dois ou três litros por dia. "Quando vou tomar o café da manhã, em casa, já estou bebendo Coca-Cola", disse ele. 

Leyva, de 44 anos, diz ter ouvido que beber muito refrigerante pode ser prejudicial. Mas, além de alguns quilos extras, ele afirma estar em boa saúde. Ele gasta quase tanto em refrigerantes por mês quanto em mantimentos para a família de quatro pessoas. Leyva disse que talvez, se os preços dobrassem - mas apenas talvez - ele pensaria em reduzir seu consumo.



Fonte: Valor Econômico - Jornalista: Amy Guthrie, Financial Times
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