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21/02/18

Um desafio de peso

A obesidade já pode ser considerada o problema crônico mais prevalente entre as crianças do planeta

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 41 milhões de pequenos com menos de 5 anos estejam acima do peso — número que engloba tanto países desenvolvidos como aqueles em desenvolvimento. Nas nações mais pobres e desiguais, a obesidade chega a coexistir com a desnutrição.

Paradoxalmente, crianças com histórico de baixo peso ao nascer, baixa estatura e ganho de peso aquém do esperado correm maior risco de se tornar obesas e diabéticas no futuro. É como se seus corpos ativassem o modo econômico para viver na adversidade, e assim permanecessem em qualquer circunstância.

Médicos e outros profissionais estão na linha de frente para detectar crianças acima do peso ou sob maior risco de engordar.

Para tanto, se valem de diversos cálculos e ferramentas, como o famoso índice de Massa Corporal (IMC). Nos adultos, os limites são bem definidos. Na infância, porém, devido a variações inerentes ao crescimento e ao desenvolvimento, a interpretação do IMC difere de acordo com gênero e faixa etária e obedece a curvas específicas.

Muitos estudos apontam que os pais com frequência não reconhecem o excesso de peso dos seus filhos e não raro têm uma percepção equivocada a respeito da qualidade da dieta da família.

No geral, queixam-se ao profissional de saúde quando os filhos parecem comer pouco.

Esperar a criança crescer para, então, emagrecer não é uma sábia escolha porque diversas doenças podem surgir logo na infância.

Entram na lista colesterol alto, hipertensão, diabetes, problemas osteoarticulares, sem falar no impacto na autoestima e na qualidade de vida. Quanto mais precoce a intervenção, maior a chance de se manter um peso saudável no futuro.

O tratamento da obesidade infantil é bastante complexo, e a orientação de comer menos e gastar mais energia requer uma boa condução. Do contrário, é alto o risco de fracasso, recuperação do peso perdido e até transtornos alimentares. Na prática, encorajamos mudanças sustentáveis no estilo de vida, com a participação ativa dos pais, que devem ser bons modelos, estimular exercícios, facilitar o acesso a alimentos saudáveis e limitar o tempo nas telinhas.

Pesquisas apontam que, quanto maior o número de refeições em família, menor a probabilidade de a obesidade ganhar terreno. Isso vale desde as primeiras papinhas. Lembre-se: os exemplos e as atitudes valem mais do que mil palavras.


Nas nações mais pobres e desiguais, a obesidade chega a coexistir com a desnutrição.
Paradoxalmente, crianças com histórico de baixo peso ao nascer, baixa estatura e ganho de peso aquém do esperado correm maior risco de se tornar obesas e diabéticas no futuro. É como se seus corpos ativassem o modo econômico para viver na adversidade, e assim permanecessem em qualquer circunstância.
Médicos e outros profissionais estão na linha de frente para detectar crianças acima do peso ou sob maior risco de engordar.
Para tanto, se valem de diversos cálculos e ferramentas, como o famoso índice de Massa Corporal (IMC). Nos adultos, os limites são bem definidos. Na infância, porém, devido a variações inerentes ao crescimento e ao desenvolvimento, a interpretação do IMC difere de acordo com gênero e faixa etária e obedece a curvas específicas.
Muitos estudos apontam que os pais com frequência não reconhecem o excesso de peso dos seus filhos e não raro têm uma percepção equivocada a respeito da qualidade da dieta da família.
No geral, queixam-se ao profissional de saúde quando os filhos parecem comer pouco.
Esperar a criança crescer para, então, emagrecer não é uma sábia escolha porque diversas doenças podem surgir logo na infância.
Entram na lista colesterol alto, hipertensão, diabetes, problemas osteoarticulares, sem falar no impacto na autoestima e na qualidade de vida. Quanto mais precoce a intervenção, maior a chance de se manter um peso saudável no futuro.
O tratamento da obesidade infantil é bastante complexo, e a orientação de comer menos e gastar mais energia requer uma boa condução. Do contrário, é alto o risco de fracasso, recuperação do peso perdido e até transtornos alimentares. Na prática, encorajamos mudanças sustentáveis no estilo de vida, com a participação ativa dos pais, que devem ser bons modelos, estimular exercícios, facilitar o acesso a alimentos saudáveis e limitar o tempo nas telinhas.
Pesquisas apontam que, quanto maior o número de refeições em família, menor a probabilidade de a obesidade ganhar terreno. Isso vale desde as primeiras papinhas. Lembre-se: os exemplos e as atitudes valem mais do que mil palavras.

 



Fonte: Revista Saúde É Vital - Autor: Mariana Del Bosco
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